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Luiz (2)

Publicado em Sem nome definido por Ana no / na Abril 20, 2007

Luiz acordou em meio a uma grande confusão de pessoas e sons. Olhando ao redor, ele percebeu estar num tipo de maca, em meio a muitas barracas e pessoas correndo por todos os lados.
“Ah! Finalmente acordou! Afinal, o que você estava fazendo no meio do campo de batalha?”
Luiz olhou para o lado, onde um homem forte, porém pequeno, com uma longa barba castanha, estava sentado bebendo de uma caneca de madeira escura.
“Campo de batalha? Eu.. não sei…”
“A pancada deve ter sido forte, melhor você descançar um pouco e então vemos o que fazemos com você”
O homem levantou e se afastou até uma barraca cheia de fogueiras e um homem forjando espadas. Luiz viu enquanto ele mostrava uma grande espada suja de sangue ao ferreiro e comentava alguma coisa sobre ela.
Recostando a cabeça novamente no chão duro, Luiz demorou a perceber o que tinha acabado de ver. “Espadas?”.
Levantando o mais rapidamente que pode, ele correu em direção ao homem. Agora que estava em pé, pode perceber como ele era baixo, bem mais baixo que um homem comum…
“Então resolveu levantar! Já que desistiu do descanço, então pode vir comigo. Como você se chama?”
“Luiz.”
“Luiz? Que nome mais estranho… Bem, Luiz, foi muita srte você estar vivo depois da pancada que levou daquele orc. Os deuses devem gostar de você.”
“Orc? Como assim um orc? É algum tipo de gíria?”
“Não entendo nada dessa tal Gíria, mas com certeza era um orc bem grande. O meu nome é Gilian machado de prata.”
Vendo a expressão de espanto na cara de Luiz, Gilian comentou: “Caso você não saiba, eu sou um anão.”
A cara de espanto de Luiz só aumentou diante dessa explicação, o que fez Gilian demonstrar uma certa irritação no olhar.
Enquanto caminhavam, foram lentamente se dirigindo até uma grande cabana no canto do acampamento. Era uma cabana simples, sem cores, mas maior que todas as outras.
Levantando as peles que serviam de porta, Luiz viu uma mesa baixa de madeira e muitos homens sentados ao redor dela, pareciam preocupados e discutiam sobre algo que estava em cima da mesa.
“Com licença, senhor, trouxe nosso convidado sortudo, como pedido.”
“Gilian! Entre por favor!”
Um homem alto e imponente levantou-se da mesa e dirigiu-se a eles. Sua expressão era cansada e preocupada, mas os recebeu com cordialidade.
“Então esse é o visitante estranho. Foi muita sorte Gilian ter encontrado você antes dos orcs em meio à batalha! Como se chama?”
“Luiz, senhor.”
“Bem, Luiz, de onde você vem?”
“Errr… de longe, pelo jeito bem longe daqui…” Ele respondeu olhando ao redor.
“Hum… você é forte. Prova disso é que resistiu ao ataque do orc muito bem, mesmo sem proteção alguma.” O homem coçava a longa barba enquanto pensava.
“Gilian, a quanto tempo você não tem um aprendiz?”
“Cerca de cinquanta anos, senhor…”
“Perfeito! Acaba de ganhar um novo pupilo! Espero vê-lo em ação na batalha daqui a alguns meses.”
Luiz demorou a processar essa informação. Olhou do homem para o anão, confuso. “Aprendiz? De que?”
Gilian olhou para ele com uma cara meio carrancuda, fez uma breve reverência ao homem e saiu da barraca arrastando o confuso Luiz atrás de si.
“Parece que tenho que tornar você um guerreiro, rapaz. Melhor começarmos logo.”

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